quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sabiam que é possível existir várias verdades?


Esta é uma realidade com que nos deparamos muitas vezes, com os nossos amigos, com familiares, até mesmo no nosso trabalho, ouvimos duas pessoas contar versões diferentes de um mesmo acontecimento…isto não significa que estão a mentir, simplesmente que cada um está a contar a sua versão dos acontecimentos, com base na forma como se sentiu e como percepcionou o dito acontecimento. Quando discutimos e quando estamos em conflito, o mesmo acontece. É importante reconhecermos esta dupla existência da verdade … não existe uma verdade apenas, ambos podem ter razão. Esta noção descentra-nos de uma sociedade virada para o conflito e para a competição e ensina-nos que a escuta ativa e a negociação são melhores abordagens na resolução de conflitos.


O trabalho que desenvolvemos em mediação familiar vai de encontro a esta ideologia. Se ainda não conhecem a abordagem da mediação mas esta visão sobre a verdade vos faz sentido, sugerimos que leiam os nossos artigos anteriores sobre mediação familiar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Aprender a despedir-se, aprender a reciclar

Após o São Valentim onde passamos semanas a falar do amor, faz sentido também falar do desamor, do acabar das relações, e de como fazer, para tirar partido do passado. Adaptamos o texto da  Dra. Fina Sanz onde fala sobre como “reciclar “ estas experiências. Leiam com atenção.

Quiçá não nos apercebemos, mas no decorrer da nossa vida estamos dizendo adeus continuadamente. Adeus à nossa infância quando entramos na puberdade, à nossa adolescência quando entramos na juventude, à juventude dos nossos corpos quando vamos envelhecendo, aos nossos filhos quando crescem, quando criam os seus espaços de independência ou quando deixam a casa; adeus aos nossos pais e à relação que tivemos com eles na infância, ao trabalho que tivemos, à casa onde vivemos, a uma amiga que se muda de localidade, a um amigo que morre, a um amor que deixa de o ser…

Cada período da nossa vida deixa para trás coisas que são irrecuperáveis -o que foi, foi- porque é passado. O presente é outra coisa, integra elementos do passado, é certo, mas constitui uma situação aberta a outras possibilidades e contém o gérmen do futuro, que também não existe.

Em cada momento presente estamos dizendo adeus a alguma coisa, e abrindo-nos a novas possibilidades vitais. Passado e futuro estão integrados no presente, mas o único que de  verdade  existe é o presente. O passado já não existe e o futuro não sabemos como será.

Contudo, a realidade é que frequentemente vivemos mais no passado ou no futuro, do que no presente. Dedicamos grande parte da nossa vida a queixarmo-nos do quanto fomos infelizes no nosso passado (por culpa da nossa mãe, do nosso pai ou parceiro/a...) e com isso justificamos a nossa infelicidade atual sem fazer nenhuma coisa para mudá-la e ficamos na queixa. É como se continuássemos lutando por um futuro, situados no passado com a esperança de que este mude.
Viver no presente implica ir dizendo adeus ao passado, fechar episódios, etapas da nossa vida. Não para esquecer, mas sim para integrá-las como experiência vital com todo o bom e o mau que tiveram e para poder transformá-las numa experiência de aprendizagem para o presente. “ pode-se perdoar mas não esquecer” , dizia a terapeuta Monique Fradot. Acho que o que “esquecemos” realmente não fica eliminado, acho que fica guardado ao nível do inconsciente, e atua sem que nos apercebamos e magoa-nos. Acredito que, as coisas que nos lembramos -mesmo com dor- e que podemos perdoar após o tempo de luto necesssário, são por nós recicladas emocionalmente e reconvertidas numa experiência positiva.

“Para esquecer há que lembrar-se” como diria A. Mastretta.

Por isso a pergunta que devemos fazer-nos é: onde estamos a viver? No passado? No futuro? Ou no presente? Reciclar é uma arte!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Novo blog sobre SEXualidade(s)

No 180 Terapias Acores acreditamos que a sexualidade da pessoa é uma parte do seu ser muito importante, por isso a partir de agora vamos começar a falar de sexualidade(s) no nosso novo blog onde vamos recopilar os nossos antigos artigos sobre sexualidade e outros novos!

Vem conhecer o nosso novo blog! 
Hoje falamos sobre os mitos da sexualidade Femenina e Masculina

Nesta ideia de explorar os mitos junta-se a nós a artista Vanessa Branco, que ilustrará alguns destes mitos com humor, mesmo sendo um assunto sério!

Visita o nosso novo blog!! 
http://180terapiassex.blogspot.com.es/








quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O 180 Terapias Acores vai trazer novidades...

O que será???

A próxima semana desvendamos a surpresa!!


Workshop em "Coaching Sistémico" com Félix Castillo

O 180 Terapias Acores tem o prazer de organizar o workshop em "Coaching Sistémico" com Félix Castillo López Universidade Autónoma de Barcelona.

















O Prof. Felix Castillo é Psicólogo Clinico, Máster em Terapia Familiar pela Universidade Autónoma de Barcelona. Coach Sistémico e Consultor Organizacional.

O Coaching Sistémico é um processo de acompanhamento a um sujeito (individuo, equipa ou organização) que possui uma motivação de mudança. Este processo estruturado e dinâmico promove a activação dos próprios recursos e a reconfiguração do seu contexto/meio social, gerando uma perspectiva da sua realidade, mais útil para alcançar os seus objectivos. A activação dos próprios recursos faz emergir um grau coerente de satisfação vital. A realidade do cliente é definida como interaccional, baseada em interdependências, padrões de interacção e redes relacionais. Quando uma pessoa ou uma organização apresentam conflitos, um coach com pensamento sistémico encara-os como tendo sido originados por processos subjacentes e não unicamente por erros individuais ou má vontade. E o sujeito pode sempre posicionar-se como motor de mudança de ditos processos subjacentes.

19 e 20 de Nov - das 17h às 20h
21 de Nov - das 10h às 13h e das 14h às 17h

Preço: 60 euros por participante /inscrições limitadas

Inscrições / pedidos adicionais de informação por mensagem privada para o facebook do 180terapiasacores ou por e-mail para 180.acores@gmail.com

Formação em Psicodrama para Terapeutas Familiares

Já tinhamos anunciado esta formação no nosso facebook, mas agora que estamos a atualizar o nosso blog, não queremos que este evento não fique registado.
Não percam a próxima edição porque esta é uma formação única e muito especial.



Depressão vita pela OMS


Já conhece o video da Organização Mundial de Saúde que visa sensibilizar para a depressão?
A depressão é uma doença debilitante, que atinge milhões de pessoas no mundo. Muitas pessoas com depressão e as respetivas famílias têm receio de falar sobre as batalhas que enfrentam no dia-a-dia e não sabem onde e a quem recorrer para ter ajuda.
No entanto, a depressão pode ser prevenida e tratada. Reconhecer a depressão e procurar ajuda é o primeiro passo para a recuperação. Assista aqui ao vídeo!E lembre-se que estamos aqui para ajudar.