quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ciclo Workshops Gravidez, Vínculo e Sexualidade

Iniciamos um novo ciclo de workshops, esta vez dedicados à vinculação durante e após a gravidez com atenção à nossa sexualidade.

É uma parceria com a Câmara da Lagoa e as formadoras serão a Ana Teves e a Natalia Bautista.

Apareçam! Vai ser muito interessante!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Saiba como apoiar o seu filho durante uma separação/divórcio


Quando um casal com filhos decide separar-se/divorciar-se um dos grandes desafios é a forma de lidar com os filhos: Como contar? Quando? O que explicar? Como irão eles reagir?
Aparecem muitos receios por parte dos pais, mas sobretudo dúvidas sobre como proceder. Existe já uma vasta literatura sobre o impacto e as reações dos filhos ao divórcio dos pais que podem ajudar neste processo, mas parece-nos essencial que se compreenda também as necessidades dos filhos durante este processo, pois estas acabam por nos fornecer as pistas fundamentais para decidir como lidar com a situação.



Necessidades dos filhos durante a separação/divórcio

    1)    Ajuda para perceberem o que está a acontecer

    2)   Manter as ligações e relacionamentos com ambos os pais

    3)   Garantia de que não são responsáveis pela rutura

   4) Permissão emocional de cada um dos pais para continuar a amar o outro

    5)  Manter contatos regulares com o progenitor que saiu de casa

    6)  Atenção e carinho extra, em especial à hora de irem para a cama

    7) Se possível, os filhos devem manter ambientes familiares e as rotinas diárias, tanto em casa como na escola

    8)  Apoio económico para evitar uma queda brusca no estilo de vida

    9) Pais que tomem decisões, sem envolverem demasiadamente os filhos e sem os usarem como apoio emocional

    10) Pais que ainda podem brincar e divertir-se com eles

Sendo o divórcio um acontecimento altamente stressante para um adulto, afecta todos os membros da unidade familiar, é por isso caracterizado por ser uma crise em que pode ser necessário o apoio de profissionais. A terapia familiar e a mediação familiar podem ser a resposta para os casais que sentem dificuldades em ultrapassar este momento, sendo um apoio não só para os próprios membros do casal/ex-casal, mas também para os filhos que certamente beneficiam com o divórcio saudável dos pais.

Baseado no livro "Mediação Familiar" de Lisa Parkinson.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Começa o nosso Ciclo de Sexualidade!!

Dia 11 começa o nosso ciclo com o primeiro dos encontros. Para estar presente basta enviar um email para reservar a tua vaga a 180.acores@gmail.com.

sábado, 23 de setembro de 2017

O nosso folheto da Terapia Sexual

Passamos o verão a trabalhar para trazer-vos novidades no Outono!
Hoje vos apresentamos o nosso folheto sobre outra das nossas áreas de intervenção: a  Terapia Sexual. Poderão encontrá-lo em diferentes locais!


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ciclo: Outono e Sexualidade

Após as férias de verão regressamos com novidades "Quentes". Apresentamos um Ciclo de Sexualidade, onde poderão desfrutar e aprender a tirar o máximo prazer da vossa sexualidade.



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Formação em Intervenção Sistémica Aplicada à MGF

No 180 estamos muito felizes pelo convite que a APMGF - Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar nos fez para dar formação aos médicos de família que estejam interessados em crescer no âmbito da Intervenção Sistémica e Familiar.

A formação decorrerá de 10 a 14 de Julho em Ponta Delgada e terá uma duração total de 30h.

Se são médic@s ou conhecem alguém interessado, partilhem!!



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sentir para viver, viver a sentir…



“Estou alegre!!!que bom!”
“ é horrível esta tristeza…não quero!!!!”
“não te percebo, és como as estações do ano!!!
Não saber lidar com as emoções é uma das principais causas de sofrimento e dissabores que cada um de nós, vivencia. As emoções afectam o nosso bem estar, os nossos relacionamentos pessoais e profissionais, a imagem que temos de nós próprios e a nossa própria saúde.
É bastante mais fácil assumir que se sentem emoções tidas como positivas (alegria, entusiasmo, serenidade…), do que negativas (tristeza, raiva, medo…). Contudo todas são legítimas e inclusive mental e fisicamente saudáveis, adaptativas e necessárias ao nosso desenvolvimento enquanto seres humanos. Daí que, embora as rotulemos como positivas ou negativas, no fundo não o são. Todas as emoções são simplesmente naturais, não obstante poderem assumir maior ou menor densidade para cada um de nós, maior ou menor grau de conforto.
As emoções existem como sinais de alerta sobre o que corre bem e menos bem nas nossas vidas, representando alertas corporais, que nos dão a possibilidade de corrigir rumos e alterar sentires.
Todos nos confrontamos com o dilema: devo reprimir, resistir ou negar o que sinto ou pelo contrário, devo expressar livremente e sem filtros?
Se expresso, posso magoar as outras pessoas, mas, se reprimo, posso me ferir.
Há contudo uma terceira alternativa: não resistir às emoções, acolhê-las em nós sem julgamento, observá-las, reconhecê-las e aceitá-las como parte integrante (que são) de nós próprios. Após isto, analisá-las, entender as suas raízes:
·         De onde veio isto? O que despoletou?
·         O que há em mim que tenha provocado este sentir?
·          Que parte de mim está esta emoção a espelhar?
Desenvolver o hábito de observar as emoções, reconhecê-las, descobrir como elas vêm à tona e aceitá-las como legítimas e partes de nós, em vez de tentar controlá-las faz com que a intensidade das mesmas seja menor e mais facilmente se alterem os estados emocionais mais densos ou penosos. Afinal, as emoções são partes de nós e existem por uma razão…são o nosso termómetro interior; conhecê-las e aceitá-las é também conhecer e aceitarmo-nos.
Ao identificarmos, conhecermos e aceitarmos as nossas emoções, desenvolvemos empatia para com quem nos rodeia, pois também identificamos e reconhecemos as emoções nos outros e como tal, mais facilmente as aceitamos nos outros e eles próprios, traduzindo-se numa melhoria dos relacionamentos interpessoais.
.
Assumir a responsabilidade pelas nossas emoções e a nossa responsabilidade na alteração daquelas que nos trazem desconforto ou sofrimento, em vez de culpar os outros ou o contexto onde estamos é um dos principais passos para conseguirmos ser melhores líderes na nossa vida, para assumirmos as rédeas de nós próprios e do nosso bem estar interior, aumentando o nosso grau de satisfação connosco próprios e nas relações que estabelecemos pessoais e profissionais.
O que nos perturba não são os acontecimentos, mas sim a opinião que temos sobre eles. Muitas vezes é a rigidez nas nossas crenças que nos faz sentir mal. Crenças irracionais tais como “Tenho de ter tudo controlado!” ou “Sou assim pela educação que os meus pais me deram, pela minha história”; levam muitas vezes a frustrações, irritação, nervosismo, resignação, vitimização, tristezas, medos, agressividade…e um sentimento irreal de impotência.
Se racionalmente tivermos um pensamento alternativo ou conseguirmos integrar uma nova crença, a forma de agir e sentir também será diferente.
A gestão de emoções é um processo emocional mas também, um processo fortemente racional. É como ir à ginástica trabalhar o cérebro. Habituá-lo a pensar de forma diferente, a ser mais tolerante para com nós próprios e mais flexível.
Como a forma mais fácil para o nosso cérebro é pensar de forma irracional e instintiva, são esses os nossos primeiros pensamentos perante situações que nos ocorrem. Para termos os efeitos desejados na forma como nos queremos sentir, o trabalho de agir e pensar de forma diferente deve ser constante, sistemático, frequente e feito de forma continuada.
É pois um trabalho de auto-conhecimento, aceitação de si próprio, legitimação dos sentires e como tal, posterior auto-regulação e regulação das expressões para com os outros.
No que toca o expressar aos outros as nossas emoções, é importante gerir quando o  fazer, pois  nem sempre os outros estão disponíveis ou preparados para ouvir e aceitar, assim como gerir “ o como”  o fazer. Isto só é possível mediante o trabalho prévio de auto-conhecimento já aqui falado e que nos permite reconhecer, aceitar e transmitir o que sentimos de forma clara e assertiva, por forma a que o outro compreenda, empatize e possa corresponder às necessidades que identificamos, perante determinadas situações.
“ as emoções foram feitas para ser acolhidas e não resistidas.” Osho

Elisabete Gomes